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Brazuca tem melhor aerodinâmica que Jabulani, diz Nasa após testes
'Os jogadores devem estar felizes com essa nova bola', diz pesquisador. Mais estável, Brazuca deve não ter movimentos 'sobrenaturais' da Jabulani.
16/06/2014 10h48 - Atualizado em 16/04/2015 01h54
Bola da Copa do Mundo do Brasil, Brazuca teve sua aerodinâmica testada pela Nasa. (Foto: Divulgação/Nasa)

 

Se na Copa do Mundo de 2010, a bola usada, a Jabulani, era o terror dos goleiros, no campeonato mundial de 2014, a Brazuca traz novidades que melhoram a aerodinâmica, afirma a Nasa, após realizar testes com as redondas.

Conhecida por fazer movimentos “sobrenaturais”, a Jabulani era amada pelos atacantes e odiada pelos goleiros. Isso porque um chute com pouco ou nenhum com efeito fazia a trajetória da bola ser incerta.

Melhorias na estrutura fizeram da Brazuca uma bola mais estável, diz a Nasa. “O material usado, e a superfície rugosa da bola e sua distribuição determina a aerodinâmica”, explica Rabi Mehta, chefe do laboratório de aerofísica do Centro de Pesquisa Ames, da Nasa.

“Os jogadores devem estar felizes com essa nova bola”, diz Mehta. Embora o negócio da Nasa não seja fazer bolas de futebol, como é o caso da Adidas, patrocinadora do evento, a Agência Espacial Americana acredita que esse é um bom momento para explicar os princípios da aerodinâmica (que estuda como o ar e os líquidos se comportam como fluídos).

“Esportes fornecem grandes oportunidades para introduzir a próxima geração de pesquisadores ao nosso campo de aerodinâmica ao mostrar a eles algo com que eles podem relaciona”, diz Mehta.

Enquanto a Jabulani foi feita a partir da costura de oito partes, a Brazuca possui apenas seis –uma bola tradicional tem 32 painéis. A menor quantidade de painéis da bola usada nesta  Copa aumenta o tamanho das costuras, que também são mais profundas. Os painéis são ainda cobertos por pequenas saliências. Tudo isso influencia na aerodinâmica da bola.

Segundo a Nasa, o aumento da rugosidade na Brazuca ajuda a diminuir a tendência de a bola ziguezaguear após ser chutada. Isso porque a bola cria uma espécie de proteção em torno de si que diminui a resistência do ar.

“A bolsa é mais estável em voo e irá se comportar mais como uma bola tradicional de 32 gomos”, afirma Mehta.

Para chegar a essa conclusão, a Nasa testou as bolas em um túnel de vento, para avaliar a oscilação da bola, e em um tanque de água, para analisar como fluídos como o ar se comportam ao entrar em contato com a bola, dependendo da velocidade da redonda (Veja o vídeo aqui).

😉

Fonte: G1
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